Organizadores garantem que Olimpíadas de Tóquio vão acontecer apesar do coronavírus

Depois de criticar os “rumores irresponsáveis”, o presidente do comitê organizador dos Jogos Olímpicos de Tóquio, Yoshimo Mori, voltou a repetir nesta quinta-feira que não considera “adiar ou cancelar os Jogos” em razão da epidemia do novo coronavírus. A apenas 162 dias da cerimônia de abertura, as perguntas sobre um eventual adiamento dos Jogos Olímpicos em caso de propagação do vírus por toda a Ásia estão aumentando. “Gostaríamos de coordenar com o governo nacional e agir com calma”, disse Mori durante uma reunião com autoridades do Comitê Olímpico Internacional (COI).

As autoridades japonesas anunciaram nesta quinta-feira a primeira morte de uma pessoa infectada pelo coronavírus, uma idosa de 80 anos que morava em uma área próxima de Tóquio. O ministro da Saúde, no entanto, afirmou que não está claro se o novo coronavírus foi a causa direta da morte. A epidemia de pneumonia viral, oficialmente chamada COVID-19, já forçou o adiamento de uma série de eventos esportivos na China, incluindo competições de qualificação olímpica.

A lista não para de crescer. Na quarta-feira, o Grande Prêmio de Fórmula 1 de Xangai foi adiado e pode ser cancelado. Outros eventos esportivos programados na Ásia também podem ser adiados se a epidemia se expandir. Nesta quinta-feira, uma cidade de 10.000 habitantes perto de Hanói, no Vietnã, foi colocada em quarentena. Durante a reunião com os membros do COI, a governadora de Tóquio, Yuriko Koike, prometeu aplicar “medidas rigorosas” para proteger a população contra o COVID-19 à medida que os Jogos Olímpicos se aproximam.

O prefeito da vila olímpica, Saburo Kawabuchi, disse na reunião que espera um aumento da umidade do ar para limitar a doença. “Temos a estação das chuvas que pode derrotar o vírus”, disse ele. O Japão tem atualmente 28 casos positivos do novo coronavírus em seu território. Outras 218 personas estão infectadas em um cruzeiro em quarentena na costa japonesa. Nesta quinta-feira, a província chinesa de Hubei, onde o vírus apareceu, anunciou outras 242 mortes e cerca de 15.000 novas infecções. Pelo menos 1.355 pessoas morreram na China, onde cerca de 60.000 pessoas foram infectadas com o COVID-19, um número que cresceu após a implementação na quarta-feira de um novo método de detecção.

APF/UOL

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *